domingo, 9 de julho de 2017

OS ACERVOS DE BANCOS E COOPERADOS


Os ACERVOS

E VÍNCULOS

DE BANCOS

E COOPERATIVAS







A análise que se segue decorre do que venho buscando indicar de caminhos e meios, para estabelecer como, através dos acervos e seus vínculos patrimoniais e reais e imateriais existem em gêneros principais em Banco e Cooperativas e suas ações de linhas mestras da obtenção de fatias de mercados, e, como, Banco não têm como manter acervos de contas que se mostram ausentes de confiança.



Em primeiro lugar, mesmo os bancos nacionais, precisam manter vínculos com grandes instituições financeiros internacionais, e, estando estes em seu volume macro autorizadas serem ‘dealers” (negociantes) das dívidas públicas, nos cenários internos e externos, passam a ter interesse de controle e político de grandes conglomerados estrangeiros com ações políticas de seus estados de origem.

Normalmente os mercados não aceitam perder clientes, antes preferem deixar rolar a cabeça de um dirigente justificando assim novas formas de segurança contratual que dão a falsa sensação de segurança e, com isto, nada de novo ocorre no sistema.



Da diferença de mercados de cooperados e Bancos, um não entra no mercado do outro, não é por falta de interesse, mas houve uma divisão de mercados que permite aos cooperados coexistirem com Bancos, desde que não busquem a competição no mercado bancário.



As razões de ordem legislativa não levam em conta fato social relevante que justifique as diferenças de mercado, somente uma divisão mercadológica que abastasse cada mercado de per si.



Cooperados não confiam em Bancos, e, antes que o dinheiro volte para os colchões, melhor que o sistema ganhe com estas economias do que não ingresse no Bancos.



Nesta linha de raciocínio em mercado não muito distante de atuação das cooperativas, tivemos não faz muito tempo, o exemplo de mercado de carnes que ficou exposto, porém não foi o caso dos cooperados.



De um lado porque os seus integrantes interessados em dar certo, na condição de dirigentes e agentes é muito maior, de outro porque no mercado com domínio obsessivo de capitalistas imoderados, o número de insatisfeitos é sempre invariavelmente maior, tornando o mercado exposto e inseguro a fatores internos e concorrenciais.



Este fator nos cooperados inexiste, se o cooperado quiser destruir alguém da sua cadeia, estará se destruindo, o que não é diferente no mercado financeiro.



No mercado financeiro, mesmo com acirramento de disputas existe o “ranking” de dirigentes, que torna o mercado de disputas mais interessante do que a entrega do seu bem de administração de confiança em favor da concorrência.



Se o administrador bancário trabalhar em favor da concorrência ficará exposto e se for descoberto será excluído da listagem do banco central, mesmo assim, há concorrência desigual, com notícias de que a competição invade mercados.



Nesta invasão de mercados, por ser o ramo extremamente regulado, as vantagens decorrem das facilitações de verbas de rendimentos com divisão de valores investidos entre administradores financeiros e gestores de empresas que contratam o sistema financeiro.



Quando se trata de sistema público as empresas públicas não podem permitir que seus gestores recebam verbas de ganho de capital, daí que estas verbas precisam serem realizadas por subsistemas que não atraiam as vistas dos encarregados de fiscalização das contas públicas.



Quando este radar detecta anomalias as consequências são inevitáveis, o que se viu na quase falida operação lava-jato, que não mais contará com o apoio financeiro necessário para cumprir seus fins.



Em parte, a operação lava-jato acabou por sendo ela mesma culpada de seu triste fim, visto não ter controlado os efeitos no mercado de engenharia, em que a expansão do Brasil, que poderia ter sido controlada por intervenção, não por recuperação judicial (culpa exclusiva do não controle dos efeitos da culpa de agentes criminosos não ser contida nos meios empresariais), acabou gerando a queda do sistema em favor de empresas de engenharia externas, o que, em resumo, não foi muito patriótico.



Não estou afirmando que a lava-jato não deve condenar corruptos, estou afirmando que deveria conter os efeitos sobre inocentes empregados, e, ao contrário, criou o caminho de falências e, com isto assolou e aumentou o número de desempregados e aumentou a descrença de investidores, não criando uma só proposta de lei que inibisse o desvio de dinheiro público, somente punindo seus efeitos. Neste particular cumpri minha missão patriótica com proposta legislativa de controle prévio dos órgãos de fiscalização e controle com seguro imediato de todas as rubricas públicas, infelizmente não tenho repercussão para irradiar a ideia que permanece lúcida e necessária.





De qualquer sorte, voltando ao tema, no mercado financeiro, onde os Bancos já pertencem pelos fundos que os compõem ao sistema financeiro internacional, os ideais são outros, porque ninguém quer se expor, e, os segredos deste envolvimento fica à margem da população que fica sendo invariavelmente enganada.



Como sou de origem ligado às exatas e sou submisso a cálculos e exatidão de conteúdos de conjuntos, não sou avesso à globalização, somente faço por buscar dimensiona-la, e, com base nos acervos e sua ação políticas, buscar alternativas viáveis, que, no caso da autorização de funcionamento de contas públicas por contas das fraudes de mercados praticadas pelas autoridades públicas, utilizando as falhas do sistema financeiros, deram ao mercado cooperado a oportunidade única de passar ao largo da discussão, e, somente por seus méritos indiscutíveis pelo crescimento sólido que demonstrou no mercado, acabou por se autorizar a buscar o espaço que se mostra lacunoso pelos bancos.



A lacuna existe e não pode ser discutida, está sendo buscada a preservação de bancos na delação do Pallocci, mas muito antes disto o sistema na lava-jato já se mostrou exposto e instável, incapaz de lidar com os problemas que gerou, passando a não mais merecer o mercado que tornou vulnerável deixando o Brasil em grave crise financeiro, alto grau de endividamento e séria crise de credibilidade perante investidores.



As negociações de títulos públicos podem continuar com os Banco, mas as contas de gestão não se mostram dignas destes, por isto, os cooperados contam com acervo sem vínculos viciados que o autorizam a administrar as contas públicas.

Brasil 09 de julho de 2017





Hélio Barreto

OAB SC 7487 DF 36606 OAPT53040C

heliobsf@oab-sc.org.br




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