sábado, 30 de setembro de 2017

O ESTADO DE NEGAÇÃO


O ESTADO DE NEGAÇÃO





Ontem vivi momento de click perceptivo do que me cerca e igualmente cerca a muitos de nós, o estado de negação, focado no processo evolutivo em decorrência da negação de outro estagnante.

Alguns falam em teoria de compensação, o que importa aqui não é o conceito. Mas seu efeito prático sobre os destinos próprios e das sociedades.

O princípio por fundamento na gênese humana própria, bagagem histórica genética ou de arquétipo social, cria tipos em que as referências de estruturas dominantes sempre tiveram controle direto ou por exclusão administrativas, passaram, com a modernidade a alimentar bancos de dados de tipos e com isto mantes o controle dos destinos de tipos comuns, intelectuais e em estado de negação.

Quando me refiro ao tipo comum dedico a atribuição do tipo ao membro estagnado e estagnante que faz parte do giro do eixo produtivo calado e forma imensa maioria da população da crosta terrestre, de fácil domínio bastando que se mantenha amestrado aos interesses básicos.

As experiências com símios em ambiente não ostensivos revelam que a maioria dos bandos não discute liderança se contentando com desmandos de seu controle desde que suas necessidades vitais sejam moduladas, controladas e satisfeitas.

As necessidades básicas de manutenção dos interesses sociais de núcleos familiares modernos mantêm o mesmo tipo básico de controle, vivido sobretudo no ambiente de negação.

Quando em pai de família atende pedidos de filhos resultado de seu processo produtivo via de regra se cala e se desinteressa dos descontroles de seus líderes.

O ambiente do silêncio gera a necessidade de busca alternativa de interesses, de modo que, na negação de um estado outro evolutivo seja imediatamente substituído em seu lugar, de modo a suprir a ocupação do tempo e não geração de, sequer, a formação básica de células de defesa aos desmandos dos líderes.

Quando a resistência ocorre é por referência passageira, destituída de frutos duradouros e de referência genética ou histórico, em líderes em contrário a lideres postos são imediatamente destituídos de credibilidade por ação de buscas pelos líderes de calcanhares de Aquiles de seus opositores.

O fato é que todos sabemos que pessoas destituídas de estruturas sociais fortes, mormente na face econômica demonstram algum tipo fragilidade visível, explorada pelos líderes postos de manter o giro das formas dominantes sempre em seu proveito mantidas.

Como exemplo claro deste ambiente e contra ambiente, temos o ocorrido pela classe intelectual em Paris com a internacional socialista em que a classe operária aliada ao ambiente acadêmico delinearam a forma de retirada do poder das estruturas de direita reinantes na América Latina, com a tomada do poder pela esquerda erradicando a direita dos comandos de governos e processos produtivos.

A direita que não é tola acabou por manter as reservas econômicas sob controle e quando as esquerdas tomaram o poder retiraram as reservas dos processos produtivos para não gerar confiança aos novos líderes, com maquinações terríveis dos dados financeiros expostos aos liderados.

A esquerda não enxergou este fato que veio aliado a outro, com o retorno da direita ao poder estes recursos retidos retornariam a roda viva da economia gerando dados de investimento e pesquisas favoráveis.

Para retirar o novo grupo do poder, bastou dar a este as benesses corruptas de poder, ou seja, deu mel para os novos líderes se lambuçarem, para depois serem pegos em processos criminais, tudo previamente estudado como forma de resposta aos anseios da internacional socialista.

De todos estes preceitos tiranos de lado a lado, e, visto que negação de um estado como a privação de recursos provoca nos meios de líderes e opositores a criação de meios de alternativos de superação, o que me importa para estas linhas é a existência do fato, que, sobretudo retira o enfrentamento da verdade como forma descente de retomada do crescimento pelo enfrentamento das vicissitudes.

No Brasil o investimento tem resistido aos interesses mesquinhos mais por proteção divina do que por concepção própria do mercado ´por gestos de transparências superação dos erros, seus enfretamentos, superiores aos problemas de mesquinharias de líderes e opositores.

Para este caos conceptivo que assegura ao capital absolutamente nada, há situações bastante embaraçosas da existência científica de investimentos.

A não ser pelo medo de delação, o que praticamente não inibe nenhum corruptor seja de esquerda ou de direita não há nenhuma segurança específica aos investidores, fruto da fala não só de regras, mas de práticas estruturantes que enfrentem o estado de negação com verdade e transparências de práticas administrativas voltadas ao interesse coletivo previamente fiscalizadas e controladas por instituições de controle transparente, fora isto tudo é negação.

O Brasil precisa ser respeitado como respeitar os demais povos, a globalização serve de instrumento de fortificação dos métodos de crescimento ordenado e sustentado, não sendo sinônimo de entrega de valores e patrimônios públicos obtidos a custo de muito esforço de nossos antepassados e rentáveis, somente para registrar e falsear dados financeiros.

A negação permite aos líderes transformar a mentida em verdade e aos liderados que não se importem a não ser quanto seu estado alienado de vida seja ameaçado.

Somos mais e maiores não permitamos mais no enganar com falsos dados de nossos valores e patrimônios., portanto acordem todos que se mantém em estado alienado dos destinos da nação o Brasil está sendo entregue a passos rápidos e gente sem escrúpulos, necessitando a ruptura de todos do estado de negação.

Somente para esclarecer, os processos produtivos servem para auxiliar o processo de manutenção da vida e evolução, seja em que canto for da terra, as integrações são absolutamente positivas e necessárias, as formas como são concebidas e administradas, sem usurpação dos povos é que faz com que este manifesto tenha cabimento, em favor do encerramento da exploração, da corrupção, e do consumo e acesso comum de riquezas com oportunidades de crescimento sem a visão distorcida de dominadores e dominados, que representam o estado de negação, que precisa ser erradicado da terra, porque não nos representa.

Brasil 30 de setembro de 2017

HÉLIO BARRETO