O
ESTADO DE NEGAÇÃO
Ontem
vivi momento de click perceptivo do que me cerca e igualmente cerca a muitos de
nós, o estado de negação, focado no processo evolutivo em decorrência da
negação de outro estagnante.
Alguns falam em teoria de compensação,
o que importa aqui não é o conceito. Mas seu efeito prático sobre os destinos próprios
e das sociedades.
O princípio por fundamento na gênese
humana própria, bagagem histórica genética ou de arquétipo social, cria tipos
em que as referências de estruturas dominantes sempre tiveram controle direto
ou por exclusão administrativas, passaram, com a modernidade a alimentar bancos
de dados de tipos e com isto mantes o controle dos destinos de tipos comuns,
intelectuais e em estado de negação.
Quando me refiro ao tipo comum dedico
a atribuição do tipo ao membro estagnado e estagnante que faz parte do giro do
eixo produtivo calado e forma imensa maioria da população da crosta terrestre,
de fácil domínio bastando que se mantenha amestrado aos interesses básicos.
As experiências com símios em
ambiente não ostensivos revelam que a maioria dos bandos não discute liderança
se contentando com desmandos de seu controle desde que suas necessidades vitais
sejam moduladas, controladas e satisfeitas.
As necessidades básicas de manutenção
dos interesses sociais de núcleos familiares modernos mantêm o mesmo tipo
básico de controle, vivido sobretudo no ambiente de negação.
Quando em pai de família atende
pedidos de filhos resultado de seu processo produtivo via de regra se cala e se
desinteressa dos descontroles de seus líderes.
O ambiente do silêncio gera a
necessidade de busca alternativa de interesses, de modo que, na negação de um estado
outro evolutivo seja imediatamente substituído em seu lugar, de modo a suprir a
ocupação do tempo e não geração de, sequer, a formação básica de células de
defesa aos desmandos dos líderes.
Quando a resistência ocorre é por
referência passageira, destituída de frutos duradouros e de referência genética
ou histórico, em líderes em contrário a lideres postos são imediatamente destituídos
de credibilidade por ação de buscas pelos líderes de calcanhares de Aquiles de
seus opositores.
O fato é que todos sabemos que
pessoas destituídas de estruturas sociais fortes, mormente na face econômica
demonstram algum tipo fragilidade visível, explorada pelos líderes postos de
manter o giro das formas dominantes sempre em seu proveito mantidas.
Como exemplo claro deste ambiente e
contra ambiente, temos o ocorrido pela classe intelectual em Paris com a
internacional socialista em que a classe operária aliada ao ambiente acadêmico
delinearam a forma de retirada do poder das estruturas de direita reinantes na
América Latina, com a tomada do poder pela esquerda erradicando a direita dos
comandos de governos e processos produtivos.
A direita que não é tola acabou por
manter as reservas econômicas sob controle e quando as esquerdas tomaram o
poder retiraram as reservas dos processos produtivos para não gerar confiança
aos novos líderes, com maquinações terríveis dos dados financeiros expostos aos
liderados.
A esquerda não enxergou este fato que
veio aliado a outro, com o retorno da direita ao poder estes recursos retidos retornariam
a roda viva da economia gerando dados de investimento e pesquisas favoráveis.
Para retirar o novo grupo do poder,
bastou dar a este as benesses corruptas de poder, ou seja, deu mel para os
novos líderes se lambuçarem, para depois serem pegos em processos criminais,
tudo previamente estudado como forma de resposta aos anseios da internacional
socialista.
De todos estes preceitos tiranos de
lado a lado, e, visto que negação de um estado como a privação de recursos
provoca nos meios de líderes e opositores a criação de meios de alternativos de
superação, o que me importa para estas linhas é a existência do fato, que,
sobretudo retira o enfrentamento da verdade como forma descente de retomada do
crescimento pelo enfrentamento das vicissitudes.
No Brasil o investimento tem resistido
aos interesses mesquinhos mais por proteção divina do que por concepção própria
do mercado ´por gestos de transparências superação dos erros, seus
enfretamentos, superiores aos problemas de mesquinharias de líderes e
opositores.
Para este caos conceptivo que
assegura ao capital absolutamente nada, há situações bastante embaraçosas da
existência científica de investimentos.
A não ser pelo medo de delação, o que
praticamente não inibe nenhum corruptor seja de esquerda ou de direita não há
nenhuma segurança específica aos investidores, fruto da fala não só de regras,
mas de práticas estruturantes que enfrentem o estado de negação com verdade e transparências
de práticas administrativas voltadas ao interesse coletivo previamente
fiscalizadas e controladas por instituições de controle transparente, fora isto
tudo é negação.
O Brasil precisa ser respeitado como respeitar
os demais povos, a globalização serve de instrumento de fortificação dos
métodos de crescimento ordenado e sustentado, não sendo sinônimo de entrega de
valores e patrimônios públicos obtidos a custo de muito esforço de nossos
antepassados e rentáveis, somente para registrar e falsear dados financeiros.
A negação permite aos líderes transformar
a mentida em verdade e aos liderados que não se importem a não ser quanto seu
estado alienado de vida seja ameaçado.
Somos mais e maiores não permitamos
mais no enganar com falsos dados de nossos valores e patrimônios., portanto
acordem todos que se mantém em estado alienado dos destinos da nação o Brasil
está sendo entregue a passos rápidos e gente sem escrúpulos, necessitando a
ruptura de todos do estado de negação.
Somente para esclarecer, os processos
produtivos servem para auxiliar o processo de manutenção da vida e evolução,
seja em que canto for da terra, as integrações são absolutamente positivas e
necessárias, as formas como são concebidas e administradas, sem usurpação dos
povos é que faz com que este manifesto tenha cabimento, em favor do
encerramento da exploração, da corrupção, e do consumo e acesso comum de
riquezas com oportunidades de crescimento sem a visão distorcida de dominadores
e dominados, que representam o estado de negação, que precisa ser erradicado da
terra, porque não nos representa.
Brasil 30 de setembro de 2017
HÉLIO BARRETO
DOI: 10.13140/RG.2.2.16461.13284
ResponderExcluir09/2017, DOI: 10.13140/RG.2.2.16461.13284